De 20 Maio 2019

Tenha os primeiros passos de como abrir um brechó!

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender? A atividade empresarial relacionada ao serviço de brechó é um negócio direcionado à compra e venda de artigos do vestuário masculino e feminino. É uma das mais antigas atividades comerciais. Quem não ouviu falar no famoso "mercado das pulgas" que iniciou as suas atividades no Rio de Janeiro por volta dos anos 70, e oportuniza as pessoas encontrarem roupas e acessórios, em boas condições de uso, algumas até mesmo ainda não utilizadas, alem de objetos de decoração, artigos de produção de teatro, televisão e cinema.

Apresentação.

Antes visto como um sinônimo de mofo, traça e naftalina, hoje o brechó tornou-se uma excelente opção de compra de roupas, bijuterias, bolsas, calçados e acessórios pessoais. O brechó dos dias atuais comercializa roupas limpas, bem conservadas, com preços acessíveis, mas ainda existe o preconceito em relação a este tipo de negócio. Compras em brechó possibilitam economia que vai até 80% em relação às lojas tradicionais.
Populares na Europa e nos Estados Unidos, essas lojas estão conquistando o seu mercado no Brasil. É possível encontrar nesse ambiente democrático uma grande variedade de peças originais a preços tentadores. O brechó atende a todas as classes sociais, com interesses que variam desde a procura por marcas famosas até a economia na aquisição de produtos. Os clientes dos brechós são encontrados em todas as idades, independente de sexo e de poder aquisitivo.

A compra das peças que serão comercializadas pode ser realizada diretamente dos clientes da própria loja. Pode-se, inclusive, encontrar pessoas que se tornam clientes após venderem suas roupas de marcas famosas.

Esse tipo de empreendimento é voltado para a comercialização de peças de vestuário masculino, feminino e infantil, calçados, bolsas, brincos, chapéus, em estado de seminovos, mas de boa qualidade. Além desses artigos as lojas podem extrapolar e oferecer eletrodomésticos, móveis, livros, discos, perfumes, instrumentos musicais, brinquedos, artigos esportivos, peças de decoração e outros objetos usados. Por opção do empreendedor também há espaço para especializar-se em determinados segmentos do mercado, tais como: roupas e acessórios para produções teatrais, TV e cinema, lojas voltadas para marcas famosas e até roupas de uma determinada época, como a moda hippie, anos 60 e etc.

Este tipo de negócio exige alguns cuidados especiais do empreendedor, especialmente quanto à organização e limpeza da loja, para que não fique com aparência de "coisa velha ou antiquada". Uma boa decoração e ambientação é importante para deixar a loja com aparência de modernidade e jovialidade.

O valor médio dos artigos comercializados é baixo, o que implica também uma certa atenção do empreendedor, uma vez que o ponto de equilíbrio do negócio está relacionado ao volume de vendas. Deve-se evitar a troca de mercadorias ou conserto de roupas, o que pode gerar custos excessivos, causando desequilíbrio financeiro.

Como a moda vive se reinventando, o brechó acaba sendo o celeiro desse movimento. A combinação de roupas de décadas passadas com peças originais possibilita às clientes fugir do lugar comum e adotar estilos únicos.
Porém, para se diferenciar da concorrência e atrair uma clientela fiel, o empreendedor precisa profissionalizar a gestão do negócio. Foi-se o tempo em que a quantidade de produtos era o único fator que importava para o sucesso de um brechó. Peças com defeitos graves, sujas, rasgadas ou manchadas não são mais admitidas pelos clientes, cada vez mais exigentes e detalhistas. Os produtos adquiridos precisam ter qualidade e durabilidade, além da necessidade de serem lavados, dobrados e organizados antes de disponibilizados para revenda.

Por meio deste novo conceito, o segmento de brechós ganha, a cada dia, mais espaço no mercado comercial brasileiro. Novos estabelecimentos estão sendo abertos e outros reformulados para atrair um público renovado de jovens, adultos e idosos. Aos poucos, as pessoas estão percebendo que o guarda-roupa ideal é aquele que melhor lhes atende num breve momento, e não um estoque eterno de peças repetidas. Trata-se de uma segunda chance para quem quer se desfazer de roupas encalhadas no armário, quanto para quem quer adquirir itens diferenciados. E uma excelente oportunidade para empreendedores que trabalham para realizar o desejo destes dois públicos.


Mercado

De acordo com dados do setor, o segmento de brechós já movimenta, pelo menos, R$ 5 milhões por ano. O crescimento do mercado é registrado pelo aumento da quantidade de lojas e pela ampliação das já existentes. Porém, é impossível informar um número exato porque muitos negócios estão na informalidade e outros são classificados de diferentes formas pelas juntas comerciais.

O mercado consumidor é formado por diversos segmentos sociais. Desde pessoas de baixa renda que buscam preços baixos, até aquelas com melhor poder aquisitivo que procuram artigos de moda, peças originais, roupas para festas à fantasia, bailes bregas e temáticos. Para o primeiro público, o apelo ainda é o baixo preço. Estas pessoas vão ao brechó porque não possuem condições de adquirir roupas novas em lojas de shopping centers. A necessidade de economia impulsiona a compra de artigos usados. Porém, estes clientes exigem qualidade e garantia nos produtos oferecidos. Promoções e prazos de pagamento são muito bem-vindos.

Recentemente um novo público passou a freqüentar as lojas de brechó, são jovens e nostálgicos de plantão que embarcaram na onda "retrô" e resgatam roupas e acessórios pessoais de décadas passadas, revirando o baú em busca de peças originais dos anos 60, 70 e 80. Esta rotina virou mania até para os adolescentes. Não se trata de colecionar antiguidades, mas sim de combinar o passado com o presente, por meio da mistura de peças antigas com outras atuais. Trata-se de um movimento ainda elitizado, restrito às capitais e conduzido por pessoas com mais informação de moda que buscam fugir do lugar comum. A explosão de festas dos anos 60, 70 e 80, juntamente com o lançamento de almanaques temáticos, contribuiu para o surgimento deste movimento. Porém, para a grande maioria da população, ainda é preferível exibir um tênis brilhando de novo do que um usado.

A fugacidade da moda também proporcionou uma corrida aos brechós. A saia que foi maciçamente utilizada na estação passada, divulgada provavelmente por uma personagem da novela das oito, seis meses depois já pode ser considerada fora de moda e é descartada do guarda-roupa das consumidoras. No próximo ano, esta mesma saia pode cair novamente nas graças do público devido a um fato ou foto qualquer. Esta demanda específica será atendida pelos brechós.

Vale lembrar que grandes centros comerciais como Rio de Janeiro e São Paulo são fontes emissoras de moda. Em pequenas e médias cidades, além de capitais mais afastadas, as últimas coleções chegam depois de certo tempo. Os brechós destas cidades podem se beneficiar deste atraso, adquirindo peças usadas no eixo Rio - São Paulo e vendendo suas aquisições simultaneamente às lojas de marca em suas cidades.

O mercado ainda é composto, basicamente, por mulheres, de várias faixas etárias. Aos poucos, os homens estão participando do mercado, porém, num processo lento e cauteloso.

Devido ao risco intrínseco ao negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Seguem algumas sugestões:
- Pesquisa em fontes como prefeitura, guias, IBGE e associações de bairro para quantificação do mercado alvo;
- Pesquisa a guias especializados e revistas sobre moda. Trata-se de um instrumento fundamental para fazer uma análise da concorrência, selecionando-os por bairro, faixa de preço e especialidade;
- Visita aos concorrentes diretos, identificando os pontos fortes e fracos dos estabelecimentos que trabalham no mesmo nicho;
- Participação em seminários especializados.

Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o segmento de comércio varejista de artigos usados alcançou em Fevereiro de 2012 um estoque de 6.904 empregos formais, representando uma evolução de 17,68%, relativo a dezembro de 2007.


Localização.

A localização de uma loja de brechó é fator muito importante para o negócio e deve estar alinhada com a estratégia do negócio, de acordo com o perfil da clientela.

Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção, a visibilidade, a proximidade com fornecedores, a segurança e a limpeza do local.
Alguns detalhes devem ser observados na definição da localização:
- Verificar se o imóvel atende às necessidades operacionais referentes à localização, capacidade de instalação do negócio, possibilidade de expansão, características da vizinhança e disponibilidade dos serviços de água, luz, esgoto, telefone e internet;
- Observar se o ponto é de fácil acesso, possui estacionamento para veículos, local para carga e descarga de mercadorias e conta com serviços de transporte coletivo nas redondezas;
- Consultar a Prefeitura local sobre a possibilidade de instalação desse tipo de negócio na região escolhida;
- Verificar se o local está livre do risco de inundações ou próximo a zonas de perigo.

Uma boa localização é aquela que favorece o acesso das pessoas, com o menor grau possível de dificuldade. Uma loja de brechó deve estar instalada nas proximidades do local de residência do público-alvo, ou em locais de grande freqüência de público, como em centros comerciais de bairro, ou outros locais de grande fluxo de pessoas, que favoreça o estacionamento de veículos e possua boas condições ambientais para uma permanência da clientela.

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a definição da melhor localização "ponto" é um pouco mais complexa do que aparenta, pois envolve variáveis antagônicas, como fluxo de pessoas e custos. O melhor ponto não é necessariamente aquele que proporcionará o maior faturamento, e sim aquele que trará o melhor resultado. Para tanto, deve-se conhecer profundamente as particularidades do negócio em questão.


Exigências Legais e Específicas.

Inicialmente, é necessário contratar um contador profissional legalmente habilitado para elaborar os atos constitutivos da empresa, auxiliá- lo na escolha da forma jurídica mais adequada para o seu projeto e preencher os formulários de inscrição exigidos pelos órgãos públicos. O contador também pode informar sobre a legislação tributária pertinente ao negócio. Mas atenção: certifique-se de que este prestador de serviços seja um profissional habilitado no Conselho Regional de Contabilidade, e que inexistam reclamações registradas contra ele. Dê preferência aos contadores que ofereçam, além de assessoria fiscal e tributária, outros serviços contábeis.

O Empreendimento somente poderá iniciar suas atividades depois de cumpridas as seguintes etapas:
a) Registro da empresa nos seguintes órgãos:
- Junta Comercial;
- Secretaria da Receita Federal (CNPJ);
- Secretaria Estadual de Fazenda;
- Prefeitura Municipal, para obter o alvará de funcionamento;
- Enquadramento na Entidade Sindical Patronal em que a empresa se enquadra (é obrigatório o recolhimento da Contribuição Sindical Patronal por ocasião da constituição da empresa e até o dia 31 de janeiro de cada ano);
- Caixa Econômica Federal, para cadastramento no sistema "Conectividade Social - INSS/FGTS";
- Corpo de Bombeiros Militar.

b) Visita à Prefeitura Municipal da cidade onde pretende instalar a loja para fazer a consulta do local e emissão das certidões de Uso do Solo e Número Oficial.

c) Registro na Previdência Social para inscrição da empresa no INSS.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O fato de o brechó vender produtos usados não o desobriga de obedecer ao CDC. O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final. Na maioria das vezes, os negócios envolvendo artigos usados não possuem garantias contratuais e são baseados apenas em relações de transparência e confiança.

Um dos problemas comuns que ocorrem em brechós é o chamado "vício oculto", ou seja, os defeitos imperceptíveis ao consumidor no momento da compra. Casos de vícios ocultos não informados pelo fornecedor podem ser encaminhados ao Procon. Segundo o artigo 27 do CDC, o prazo para pedir a reparação dos prejuízos causados pela venda é de cinco anos. Porém, nas situações em que a mercadoria foi adquirida por meio de troca, a comprovação das irregularidades é mais difícil.

O SEBRAE local poderá ser consultado para orientação.


Estrutura.

Para uma estrutura mínima de uma loja de brechó com exposição para comercialização de aproximadamente dois mil itens, estima-se ser necessária uma área de 50m², com flexibilidade para ampliação conforme o desenvolvimento do negócio. Os ambientes devem ser divididos em área para exposição de mercadorias, recepção, provadores, banheiro e oficina para pequenos reparos.

A área da loja deve ser limpa e organizada, diferentemente do antigo conceito de brechó com caixas empilhadas e mercadorias amontoadas. As araras e as prateleiras devem valorizar as peças mais bonitas e facilitar a visualização de todo o estoque.
A parede e o teto devem estar conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos. O piso deve ser de alta resistência e durabilidade e de fácil manutenção. Cerâmicas e ladrilhos coloridos proporcionam um toque especial, enquanto granito e porcelanato oferecem luxo e sofisticação ao ambiente. Paredes pintadas com tinta acrílica facilitam a limpeza. Cores claras facilitam a iluminação e proporcionam um ambiente mais limpo e agradável. Texturas e tintas especiais na fachada externa personalizam e valorizam o ponto.

Sempre que possível, deve-se aproveitar a luz natural. No final do mês, a economia da conta de luz compensa o investimento. Quanto às artificiais, a preferência é pelas lâmpadas fluorescentes, que ressaltam as cores dos produtos comercializados. Os artigos devem estar expostos de maneira atraente, podendo ser arranjados por tipo de peça, por cores ou por tipo de mercadoria (roupas masculinas, femininas, infantis, calçados, bolsas e acessórios pessoais).

A fachada da loja cumpre um importante papel para atrair potenciais clientes e transmitir os conceitos do ambiente. A decoração da vitrine precisa causar impacto aos transeuntes e convidá-los a conhecer a loja.

Criatividade e bom gosto fazem a diferença para valorizar as mercadorias de um brechó. Trata-se da principal ferramenta de divulgação da loja e de um excelente recurso de vendas. O empreendedor pode solicitar uma consultoria com profissionais especializados em montagem de vitrines (vitrinistas). Outros profissionais qualificados (arquitetos, engenheiros, decoradores) poderão ajudar a definir as alterações a serem feitas no imóvel escolhido para funcionamento da loja, orientando em questões sobre ergometria, fluxo de operação, design dos móveis, iluminação, ventilação e etc, favorecendo o negócio.


Pessoal.

O número de funcionários varia de acordo com o tamanho do empreendimento. Para a estrutura anteriormente sugerida, o brechó exige a seguinte equipe:
Gerente: responsável pelas atividades administrativas, financeiras, de controle de estoque e da comercialização. Deve ter conhecimento da gestão do negócio, do processo produtivo e do mercado. Deve conhecer em profundidade o perfil dos clientes para definir o que comprar e quanto pagar pelas peças usadas. Pode ser o proprietário.
Vendedor: responsável pelo atendimento aos clientes e venda dos produtos. Suas principais qualidades devem ser:
- Conhecer em profundidade os produtos oferecidos;
- Entender as necessidades e expectativas dos clientes;
- Conhecer a cultura e o funcionamento da empresa;
- Conhecer as tendências do mercado;
- Desenvolver relacionamentos duradouros com os clientes;
- Transmitir confiabilidade e segurança;
- Atualizar-se sobre as novidades do segmento;

- Zelar pelo bom atendimento após a compra.
Reparador: responsável por pequenos consertos nas peças adquiridas. Deve ser capaz de pregar botões, costurar ajustes, tirar manchas, fazer barras em calças e outras atividades que o ramo requer.

Normalmente, o brechó funciona em horário comercial, mas os sábados e domingos são dias de grande faturamento e essa alternativa deve ser avaliada pelo empreendedor. Dependendo do movimento e da época do ano, pode ser necessária a ampliação do horário de funcionamento, exigindo a contratação temporária de mais vendedores. Esta expansão do negócio precisa ser planejada conforme o aumento do faturamento.

O atendimento é um item que merece uma atenção especial do empresário, visto que nesse segmento de negócio há uma tendência ao relacionamento de longo prazo com o cliente e à indicação de novos clientes. O atendimento personalizado e qualificado é um item que merece a maior atenção do empresário, visando à manutenção e fidelização da clientela.

A qualificação de profissionais aumenta o comprometimento com a empresa, eleva o nível de retenção de funcionários, melhora a performance do negócio e diminui os custos trabalhistas com a rotatividade de pessoal. O treinamento dos colaboradores deve desenvolver as seguintes competências:
- Capacidade de percepção para entender e atender as expectativas dos clientes;
- Agilidade e presteza no atendimento;
- Capacidade de apresentar e vender os produtos da loja;
- Motivação para crescer juntamente com o negócio.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, conseqüências desagradáveis.

O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.


Equipamentos.

A definição do porte do empreendimento e do público-alvo é fundamental para a aquisição dos equipamentos. A seguir apresenta-se um conjunto de equipamentos, móveis e máquinas para um negócio de pequeno porte.

Equipamentos e móveis para a área de administração:
- 01 Microcomputador completo;
- 01 Impressora multifuncional;
- 02 Telefones;
- 02 Mesas;
- 06 Cadeiras;
- 01 Armário para o escritório;
- 01 Arquivo;
- 01 Aparelho de fax;

Equipamentos e móveis para a área de exposição e vendas:
- 01 balcão de atendimento, caixa, vitrine e expositor;
- 05 araras;
- 02 armários;
- 05 provadores com espelhos;
- 05 estantes com prateleiras;
- 300 cabides de madeira;
- 02 conjuntos de sofá para espera com 2 e 3 lugares;
- 04 cadeiras;
- 01 telefone;
- 03 microcomputadores completos;
- 01 impressora de cupom fiscal;
- 02 manequins para expor peças;
- 03 aparelhos de ar condicionado split 12.000 btus.

A disposição das estantes, araras, prateleiras e provadores é importante para proporcionar conforto e facilitar aos clientes encontrarem as peças desejadas. Ao fazer o layout do brechó o empreendedor, também, deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.


Matéria Prima e Mercadoria.

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs: quanto maior for a freqüência das entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque , em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente de varejo de pronta entrega, isto é aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha, demonstra o numero de oportunidades de venda que poderiam ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos para loja de brechó deve ser mínimo, visando o menor impacto na alocação do capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

O estoque de mercadorias irá definir o sucesso ou o fracasso de um brechó. O empreendedor deve conhecer o perfil de sua clientela e adquirir peças que satisfaçam os seus desejos de consumo.

Uma forma de minimizar o risco do negócio é oferecer uma ampla variedade de produtos: peças de décadas passadas e peças modernas, roupas simples e de marca, peças nacionais e importadas. Com o tempo, será possível identificar as preferências dos consumidores e investir nas mercadorias com mais procura.

Especificamente em um brechó, um fornecedor é um potencial cliente e vice-versa. Portanto, deve-se intensificar ao máximo o contato com fornecedores e clientes para que a loja não tenha estoque elevado nem escassez de produto.

A oferta de novidades é a principal fonte de atração de clientes. Além da renovação do estoque, o empreendedor pode aumentar a oferta de produtos através do lançamento de novas linhas de venda. Produtos acessórios como roupas de cama, mesa e banho, calçados, bolsas, semijóias, objetos de decoração, livros, discos, perfumes, móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos podem atrair novos consumidores e aumentar o faturamento da loja, porém, essa decisão deve ocorrer de forma planejada.

Além das pessoas que procuram a loja para vender seus artigos pessoais, outros fornecedores podem ser explorados, como seguradoras ou pontas de estoques de fabricantes. Quando uma carga é roubada e recuperada por uma companhia de seguros, após o pagamento da indenização, os artigos encontrados são leiloados a valores mais baratos. Grandes confecções também vendem produtos com pequenos defeitos de fábrica, mas com perfeitas condições de uso. O mercado de ponta de estoque, ou outlet, pode trazer excelentes oportunidades de aquisição.

Como matérias-primas, é importante o empreendedor possuir em estoque alguns itens utilizados nas reformas das roupas com defeitos ou que necessitam de pequenos ajustes. Tais itens são:

• Linhas de diversas cores;
• Agulhas;
• Zipper;
• Elástico;
• Tecido ;
• Alfinete;
• Velcro;
• Botões (dos tipos mais comuns);
• Fita métrica.

Dados SEBRAE

Por Leonardo Marques